Olhei para a
garota e disse:
– Cada vez mais acredito menos em erros.
Ela, espantada,
perguntou:
– Como assim Gabe?
Continuei:
– Certa vez ouvi uma pessoa dizer que
não acreditava que erros existissem. Para ela, eles eram curvas, eram parte do
trajeto, parte inevitável. Porque o erro, geralmente é tido por defeito e ela
não o via como uma coisa ruim, então não acreditava que ele existisse da
forma como era, o chamava de "parte do caminho" [que soa mais bonito]. – A
cada palavra minha a garota se interessava mais pelo assunto. Continuei – Andei
pensando nisso nos últimos meses, e vi que realmente, se eu não tivesse
cometido nenhum "erro" até hoje, minha vida não estaria como está. Hoje sinto-me forte, determinado, guerreiro, experiente e esperançoso [apesar de tudo].
Se não fossem esses erros que cometi [a curva que enfrentei] eu não estaria aqui, não
teria conhecido grandes pessoas, não teria a oportunidade de recomeçar do zero
com os sonhos. – Nesse instante ela parou e fitou o centro dos meus olhos,
pude sentir a compreensão dela enquanto eu findava o assunto. – “Imagine a
sua vida como um caminho e que o destino é ser o que fomos designados para ser,
é claro que se fosse linha reta seria mais fácil, mas pense nas curvas, pense
em quando se enganou com algo e aquilo te levou a fazer outra coisa, isso não
seria o mesmo que fazer uma curva e continuar a trilha? Ir em frente é o
correto. Agora, traço minhas metas e objetivos, sabendo que o meu caminho é feito
por calçadas curvas e retas, erros e acertos. Estou, de fato, começando a
concordar que erros não existem.
Ela sorriu, e disse em tom surpreendido e
contente:
– “É, realmente, a vida não teria graça alguma se não fosse à arte de
aprender e reaprender com as experiências.”
Bela filosofia
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