sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Aquele doce sorriso.

            É difícil de imaginar alguém que acorde entre quatro e meia às cinco da manhã com uma disposição como aquela, normalmente as pessoas se arrastam para o trabalho, para a aula, para o dia. Eu já me arrastei, mas ela não. E vai conversando sobre o trabalho e sobre a faculdade com uma alegria expressa no brilha dos olhos.
            Na simplicidade das palavras percebi, mais uma vez, que não estou sozinho no caminho dos “de bem com a vida”, no caminho daqueles que tentam fazer cada dia ser o melhor dia da vida, dos que fazem a dificuldade ser motivação para algo melhor. Dos que entendem que a vida não é um mar de rosas, mas que também não é um deserto de espinhos. [Contribuição literária de um amigo e chara]
            Faz pouco mais de duas semanas que uma moça começou a pegar a mesma linha de ônibus que eu uso, e pra ser sincero, aquele doce sorriso tem alegrado minhas manhãs no trajeto do serviço. Não é paixão, é admiração. Como Joseph Addison disse, “o sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade”, e o sorriso dela foi o que alimentou minha emoção em duas ou três manhãs que acordei triste.
            Isso que ela fez para mim [sem saber] é o que eu sempre procurei/procuro fazer. Nós nunca sabemos o que acontece com os outros, cada um tem sua história. Ser feliz nas coisas pequenas faz toda a diferença, e ser feliz reconhecendo a felicidade alheia, além de ser um gesto de humildade, é uma emoção autêntica.
            Venho criando coragem para falar com ela, confesso que já tive algumas oportunidades, mas fiquei com receio do que ela pensaria. De segunda-feira não passa, afinal, preciso ao menos parabenizá-la pela alegria matinal extraordinária que ela tem.

            Meu recado para hoje é: PRESENTEIE O MUNDO COM SORRISOS! Eles farão você e o ambiente que o cerca mais feliz.

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